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Metrô de São Paulo
" A adoção do OpenOffice.org no Metrô de São Paulo gerou uma economia da ordem de R$ 2 milhões/ano. A Barros Martins Consultoria e Treinamento em Informática esteve conosco desde o início da migração até os dias atuais, ministrando treinamentos, coordenando e desenvolvendo a elaboração dos manuais do OpenOffice.org e dando suporte aos novos usuários. Investir em treinamento foi um grande passo para que hoje pudéssemos quebrar culturas e implantar esta nova ferramenta, que hoje está disponível em mais de 2 mil microcomputadores (quase a nossa totalidade de equipamentos). "

Gustavo Celso de Queiroz Mazzariol    
Gerente de TI do Metrô de São Paulo    

A Companhia do Metropolitano de São Paulo Metrô-SP, é hoje o principal cliente da Barros Martins. Desde o início da migração até os dias atuais a Barros Martins atua como parceira ministrando treinamentos, desenvolvendo soluções e documentações.

Para conhecer um pouco mais sobre a trajetória do Metrô de São Paulo na adoção do StarOffice / OpenOffice.org leia a reportagem Parceria com o Metrô de São Paulo nas atividades de Software Livre publicada na Revista InfoExame (revista nº 182 de maio/2001).

"Por que pagar 800000 reais pelo Office?"
Tudo começou com esta pergunta no Metrô de SP

(Por SILVIA BALIEIRO)

Metrô de São Paulo trocou o pacote de aplicativos Office, da Microsoft, pelo StarOffice, software livre e gratuito da Sun. Está economizando 500000 reais por ano com a mudança. O raciocínio por trás dessa guinada: por que comprar um Rolls Royce se um Gol dá perfeitamente conta do recado?

A Companhia do Metropolitano de São Paulo iniciou a troca do Microsoft Office pelo StarOffice em 1999. A idéia de mudar surgira dois anos antes. Na época os 1350 micros das áreas administrativa e técnica estavam com o Office 95 da Microsoft instalados. Quando foi lançada a nova versão do produto, o Office 97, o Metrô teria de gastar cerca de 800000 reais para fazer a atualização do software em cada um dos computadores.

Como esse gasto era inviável, o responsável pela área de TI do Metrô, o engenheiro Gustavo Mazzariol, foi atrás de soluções alternativas para a empresa. Durante a Comdex de Las Vegas em 1999, Mazzariol assistiu a uma palestra do presidente da Sun, Scott McNealy, que havia comprado recentemente o Star-Office da empresa alemã StarDivision e garantia que continuaria apostando no produto, mantendo-o gratuito. "O Office da Microsoft era caro demais e possuía recursos demais para as nossas necessidades diárias, por isso optamos pelo novo pacote de aplicativos", diz Mazzariol.

Ao retornar de Las Vegas com um CD do produto, Mazzariol procurou a Sun do Brasil atrás de suporte, mas a empresa ainda não havia definido sua estratégia de negócio para o StarOffice. Mesmo sem nenhum apoio técnico da Sun, o Metrô gerou 500 cópias do CD e o distribuiu entre os funcionários administrativos e técnicos da companhia. Para treinar o pessoal, o Metrô fechou uma parceria com a consultoria Barros Martins. Não foi nada fácil. "Como o produto ainda não era muito divulgado, tivemos muito trabalho em encontrar profissionais capacitados para realizar o treinamento", afirma Sandra Marques de Barros, consultora da Barros Martins. Inicialmente dois instrutores da própria consultoria ficaram encarregados de ministrar palestras comparando o novo pacote com o velho. Depois, o Metrô percebeu a necessidade de fazer um treinamento mais individualizado e decidiu criar uma equipe interna para ajudar os usuários. Dois tipos de treinamento foram realizados: um para aqueles usuários totalmente leigos, que nunca tinham tido nenhum contato com suítes de escritório, e outro para os que já estavam familiarizados com esse tipo de pacote.

No início a resistência dos funcionários foi grande. "A maior dificuldade era explicar para os funcionários que o Metrô não estava tirando nada de ninguém e sim trocando os produtos", diz Sandra. Além do treinamento, também era preciso ter apostilas e manuais que auxiliassem os usuários. No entanto, o produto era tão pouco divulgado que não existiam apostilas e material didático disponíveis. Mais uma vez a própria equipe do Metrô foi obrigada a arregaçar as mangas e produzir esse material. Ao todo foram oito apostilas com instruções sobre cada um dos aplicativos do StarOffice: o StarWriter, o StarCalc, o StarBase, o StarImpress, o StarDraw, o StarImage, o StarSchedule e o StarDesktop.

Hoje boa parte dos 2 000 funcionários da área administrativa que utilizam computadores já instalou o StarOffice e a previsão é de que até o final do ano a troca já esteja concluída, com 100% dos usuários migrando para o pacote de aplicativos da Sun. Agora, para ajudar na popularização do software outros 7 500 CDs serão distribuídos a todos os empregados da empresa, incluindo aqueles que trabalham na área operacional. Além disso, um arquivo do software já está disponível para download no site do Metrô (www. metro.sp.com.br).

O trabalho foi grande, mas conseguiu atingir o objetivo da Companhia do Metropolitano de São Paulo, que era diminuir os gastos. Com o pacote gratuito a empresa estima economizar cerca de 500000 reais por ano. "Não podemos jogar dinheiro fora. O StarOffice é mais do que suficiente para as nossas necessidades diárias", diz Mazzariol. "Com esse dinheiro economizado podemos investir em novas máquinas, por exemplo", completa.

A inspiração de apostar num software livre veio "lá de baixo", mais precisamente do Estado do Rio Grande do Sul, onde existe o Projeto Software Livre RS, que vem instalando não só o StarOffice, mas também o Linux, em escolas públicas e repartições administrativas. "Eles estão a anos-luz na nossa frente", diz Mazzariol.

Os evangelizadores
Para convencer seus funcionários a usar o StarOffice, o Metrô precisou evangelizar seu pessoal. Mas onde encontrar técnicos que conhecessem realmente a ferramenta? Com ajuda da consultoria Barros Martins, a empresa contratou três estudantes da PUC de São Paulo que conheciam bem o StarOffice. Henrique Martins Roberto, Eduardo Cavalieri e Paulo Campoy foram batizados de Starboys. Tinham a tarefa de familiarizar os empregados com essa novidade.

Ao mesmo tempo, uma equipe interna da empresa foi formada para fazer o treinamento e o suporte técnico. Os evangelizadores escolhidos foram Ricardo Bechelli, que trabalhava na área de RH, e as secretárias Eliana Ferreira e Sônia Moliterno. Todos liderados pela coordenadora da área de atendimento, Olga Yamadera. "Enfrentamos uma certa resistência de alguns usuários que não queriam usar a ferramenta nova, mas a situação já vem mudando. Nosso primeiro treinamento teve cerca de 380 interessados, e hoje já existe uma fila de espera de 500 pessoas que desejam conhecer melhor o StarOffice", diz Olga.

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